Guerra do vinil

Dica do Fernando!

Os outros episódios tão aquió

Control, losing n finding

Esses dias, de passagem pela locadora, peguei Control, do Anton Corbjin (Corbijn, sei lá, cada lado da capa escrevem de um jeito), sobre a vida do Ian Curtis/Joy Division. Já tinha assistido o filme duas vezes, mas não resisti e vi de novo.

Gosto bastante de Joy Division e gosto bastante de Control tb. Baseado no livro “Touching from a distance”, escrito pela viúva de Curtis, Deborah, ele foca bastante na personalidade de Ian, deprimido, distante, calado, genio criativo difícil, sofredor…

Recordista de BAFTAs de todos os tempos, destaue em Cannes, filmado em branco e preto, é uma boa oportunidade pra quem curte e pra quem não liga muito pro Joy Division.

Segue um video com um trecho do filme…

… e um original da mesma música.

And she showed up all the errors and mistakes and said
I’ve lost control again

But she expressed herself in many different ways until
she lost control again
And walked upon the edge of no escape and laughed I’ve lost control

She’s lost control again, she’s lost control

I could live a little better with the myths and the lies
When the darkness broke in, I just broke down and cried

I could live a little in a wider line

When the change is gone, when the urge is gone

To lose control

When here we come

O guarda-chuva

Estou escrevendo 25 textos pra um especial de literatura da Bravo!. Cada um fala sobre um conto e eu peguei uma lista de autores, em sua maioria,  ingleses e latino-americanos. Apesar disso, no meio desse mundaréu de nomes e referências, estava o japonês Yasunari Kawabata. O texto que entra para a revista é “O guarda-chuva” e é tão bonito… Recomendo mil vezes!

guarda-chuva

Confesso que nunca havia lido nada dele. Talvez o maior dos nomes da literatura do Japão contemporâneo, Kawabata foi um dos criadores do neo-sensorialismo – movimento que troca a escrita realista por frases impressionistas, líricas.

Não seria certo dizer que subestimei o ganhador do Prêmio Nobel de 1968, mas me surpreendi MUITO e fiquei tão encantada com o texto que não resisti e li outros vários do livro Contos da palma da mão – uma coletânia sua.

Kawabata tinha certa obsessão por mulheres, pelo feminino, pela sexualidade e pela morte. Seus contos e romances giram em torno destes temas. Motes do qual ele bebe pra escrever lindamente, de forma delicada e melancólica…

Não sei se foi a TPM que ajudou, mas em um momento, em um dos contos, tive os olhos marejados:

“Ela, que vivera sempre perseguindo amores intensos, mesmo agora que estava enferma, não conseguia conciliar o sono sossegado sem sentir, no seu pescoço ou no peito, o braço de um homem. Entretanto, quando seu estado se agravou, ela implorava: – Segure meus pés! Não posso suportá-los tão tristes” – A máscara mortuária, página 348.

Yasunari Kawabata, que tanto teve sua trajetória influenciada por tragédias, condenou o suicídio e quatro anos após sua declaração tirou sua própria vida com gás de cozinha. Não deixou nenhum bilhete.

 

Essa ciranda não é minha só…

Numa conversa de boteco, entre cigarros e cervejas ;-)

“A ciranda é o Paulo Coelho da música. Todo mundo gosta, dança, mas tem muita gente que não admite”

Então tá!

Paul Simon

Sexta é um dia que, teoricamente, eu tenho que ficar em casa quietinha. Acordo cedo sábado pra ir nas aulas da pós-graduação, então baladas devem ser evitadas. Mas isso não significa que é uma noite perdida.

Estávamos em casa na última sexta-feira eu e duas amigas. O sono não vinha, resolvemos assistir uns DVDs antigos. Coloquei um que, na verdade, ainda estava lacrado – nunca tinha visto.

Um vídeo que nos chamou a atenção foi do Paul Simon, cantando “Diamond on the soles of her shoes”.

Ficadica!

Zé Rodrix

Acordei e logo veio a notícia da morte de Zé Rodrix. Fiquei chocada, falava dele semana passada, até peguei o e-mail pra combinar umas coisas com ele. Falei com a Tati, que fez o TCC junto comigo e a reação parece que foi a mesma. Triste.

Pra quem não sabe, Zé Rodrix fez parte do grupo Som Imaginário, que ganhou um capítulo inteiro em nosso trabalho de conclusão. E Zé Rodrix foi, ao lado de Tavito, o que mais botou fé na gente. Confiou, emprestou material, deu entrevistas, ficou à disposição. Contou histórias impublicáveis e outras tantas ótimas… Que a família e os amigos fiquem em paz.

Trecho do capítulo do Som Imaginário:

Nessa época, Zé Rodrix e Tavito moravam juntos, em uma espécie de comunidade com o guitarrista Marco Antônio Araújo. O trio constituía a “Família Matadouro”, devido à enorme quantidade de mocinhas arrebatadas por eles. Funcionavam como um relógio: os músicos dormiam das 6h às 10h da manhã, iam à praia, em Copacabana; voltavam da praia, normalmente com uma garota, e dormiam até as 18h. Acordavam, tomavam banho e iam para os shows, e depois seguiam para o Sachinhas, de onde só saíam às 6h da manhã. Em casa, só andavam nus. Para ter algum controle, penduravam avisos como “nesta cama é proibido trepar”. Às vezes, doidões, passavam o dia todo desenhando. E sempre esqueciam de pagar a conta de luz. Um dia, tomaram um ácido e a luz foi cortada; acenderam um lampião e ficou a família toda viajando ao som de The Band. Em outra ocasião, foram fazer turnê em BH por uma semana. Na volta, quando eles chegaram no hall do apartamento, deram de cara com uma desagradável surpresa. “Quando a gente olha, tinha vermes saindo pela porta. Uma trilha que ia até a geladeira. Tinha acabado a luz e na geladeira apodreceu bife, carne”, lembra Zé Rodrix.

E pra finalizar, uma música que tem tocado MUITO no meu carro:

Mestre Jonas

Dentro da baleia mora mestre Jonas
Desde que completou a maioridade
a baleia é sua casa, sua cidade
dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida

dentro da baleia a vida é tão mais fácil
nada incomoda o silêncio e a paz de jonas
quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora
a baleia é mais segura que um grande navio

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida
até subir pro céu

… mas tinha que respirar!

Debaixo D’agua

Arnalto Antunes

Debaixo d’água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar

Debaixo d’água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia

Debaixo d’água por encanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar

Debaixo d’água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia

Debaixo d’água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar

Debaixo d’água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia

Poluição Vs Música

Mais um texto alheio…

A poluição das bandas

Apesar do discurso ecologicamente correto, ídolos do rock e do pop andam emporcalhando a nossa atmosfera

Felipe Pontes

 

 

O estrelato tem um preço. Que o diga o nosso planeta. O impacto de bandas e músicos famosos no meio ambiente é enorme. Eles atraem milhões de pessoas a shows, viajam constantemente, e seus espetáculos consomem quantidades chocantes de energia elétrica. Uma turnê mundial pode liberar milhares de toneladas de dióxido de carbono (CO²), gás que contribui para o aquecimento global.

Os roqueiros mais conscientes aliviam a culpa neutralizando as suas emissões. Para tanto, compram créditos de carbono de companhias que cuidam de plantio de árvores, proteção de áreas verdes ou instalações de energia renovável, por exemplo. No cálculo para saber o tamanho do crédito, são verificadas as emissões de gases causadores do efeito estufa. Elas são geradas a partir da queima de combustíveis fósseis e material orgânico.

Apesar de ainda distante da situação ideal, ecologistas comemoram as iniciativas dos artistas que neutralizam suas emissões. Essa atitude influencia muitas pessoas, segundo Eduardo Petit, diretor de marketing da MaxAmbiental, companhia que vende créditos de carbono. “Quem é atingido passa a ter consciência de que cada um deve fazer a sua parte”, afirma. Marketing ou não, o certo é que o planeta agradece os astros que levam o discurso verde para além das canções.

Pra ler o texto inteiro, publicado na Galileu, clica aqui

Será que vira?

Chupinhando textos alheios…

Prefeitura de São Paulo diz que já atraiu investidores para Praça das Artes

11/05/200909:25Agência Estado

Logo Agência Estado
SÃO PAULO – A construtora responsável pelas obras da Praça das Artes, complexo que dará início à transformação do centro de São Paulo em polo cultural, já foi escolhida e o contrato já teria sido assinado. Com cerca de 28,5 mil metros quadrados, a praça ocupará a chamada “quadra 27”, área degradada do centro, próxima ao Teatro Municipal.

“A quadra é hoje como um tumor. Vamos transformar o local em algo que irradie cultura e recupere o valor da região”, diz o secretário municipal de cultura, Carlos Augusto Calil. Mesmo sem dar início às obras, a secretaria diz que já atraiu investidores para a quadra.

O empresário Mário Almeida comprou dois imóveis na região para explorar as oportunidades que surgirem com a praça. A galeria Soso, inaugurada no início do ano, ocupa um andar de um edifício na Avenida São João e tem obras de arte africana contemporânea. Seu próximo projeto, um hotel com quartos criados por vários artistas, deve começar a ser desenvolvido neste ano. “Como o projeto da Praça está indo para frente, é importante fazer com que a população frequente ainda mais a área e explore as galerias de arte.”

Em forma de T, o complexo da Praça das Artes será dividido em três módulos. O primeiro, construído de forma a abrigar os ensaios dos principais corpos artísticos, fará com que o Teatro Municipal tenha capacidade para receber mais espetáculos, já que hoje o palco é utilizado para os ensaios. A criação da Praça das Artes dará início ao processo de revitalização do centro por meio da arte. Outros projetos já estão em fase de desenvolvimento, destinados a edifícios históricos e locais degradados na região.

Frase do dia!

Vinda de Rebeca, pelo twitter:

“Sonho que minha conta bancária seja como a louça de minha pia. Me esforço pra ela acabar, mas tem sempre alguma coisa.”

Sonho que se sonha junto é realidade, não? Então sonhemos!

« Older entries